Bom dia, parabéns pela publicação de A Fronteira. Excelente qualidade tanto de roteiro como desenhos. Só queria colocar um porém (que não desprestigia em nada a publicação): na edição 3, página 66, a Nota Introdutória de Mauro Uzzeo e Giovanni Masi, deveria ser traduzida também, por que do meu ponto de vista (que li o texto), ele situa melhor os personagens e acontecimentos na história. Se você só ler os quadrinhos e não ler esses textos, é bem mais difícil entender o contexto da história. Mas, novamente parabéns pela publicação e também pelo trabalho de diagramação e também dos textos finais. Sucesso sempre, e espero que essa minha observação só melhore a qualidade que tem pontuado as publicações do EB.
Pessoal, concordo plenamente com o Anônimo acima. Eu fiz uma "transleixam" , kkkk, da página 66 e achei bem interessante. Se quiserem usar fiquem à vontade. Vou postar como um comentário "anônimo". ass: Jovita Campos (não tenho conta gmail, por isso anônimo)
após o grande golpe de cena no final do último número (Antoine descobrindo OS esqueletos na caverna), os leitores vão se precipitar sobre isto, convencidos de encontrar imediatamente a solução para o mistério levantado. Em vez disso, deslocamos a narrativa para outro lugar.
Tudo acontece sempre no vilarejo onde se passa A Fronteira, mas estamos em 1918. A Primeira Guerra Mundial acabou há pouco e, embora os Alpes franceses não tenham sido um verdadeiro cenário de guerra, muitos alpinos também vinham daquelas partes. Um grupo de soldados está justamente passando pelo vilarejo para voltar para casa mais abaixo, no vale. São quatro soldados rasos, rapazes de origem humilde que se viram obrigados amadurecer rápido demais: ENRICO, 23 anos, líder natural do grupinho, carismático, e dono daquela beleza que agradava às mães e às filhas nas comédias italianas dos anos 50; BERTO, 18 anos, o maior e mais silencioso, tem uma cicatriz feia que atravessa seu rosto; CAMILLO, perto dos 20, menor em estatura, sempre bravo com 0 mundo; AGOSTINO, 26, maneta do braço esquerdo, sempre sorri com a boca, nunca com os olhos. É o único entre eles que ostenta medalhas no peito, mas certamente são roubadas. Ou, pior ainda, falsas. Ao redor deles logo se reúne toda a gente do vilarejo e, entre eles, se destaca MARIA, 22 anos, que é a coprotagonista deste número. É uma moça do vilarejo realmente, realmente linda. Uma Sofia Loren, para entender, ou uma Monica Bellucci da época. Cabelos longos e pretos, muito linda, seios que mal são contidos pelo vestido. Maria voltou há pouco ao vilarejo depois de ter trabalhado como empregada doméstica para uma família rica de Turim. A moça foi mandada embora depois que se descobriu que ela tinha tido um caso com o filho da patroa. Não foi muito esperta em deixar que descobrissem, também porque a culpa recaiu toda sobre ela, que foi rotulada de pouca-vergonha e por isso teve que voltar a viver no vilarejo. Mas a vida de camponesa nas montanhas lhe fica realmente, realmente apertada, como veremos no decorrer da nossa história.
Último personagem importantíssimo, AURELIO. Na Bíblia Gráfica tem o design dele idoso, aqui em vez disso ele éum garotinho de cerca de 7 anos, mas já carrega em si as terríveis deformações que 0 caracterizarão cada vez mais. Anda apoiando-se em uma muleta de madeira construída pelo pai e tem uma venda cobrindo o olho ferido. NÃO diremos que se trata de Aurelio, porém, até a página 40, para que o leitor tenha esse pequeno golpe de cena.
Uma última nota importante. Tanto pela direção, quanto pelas situações, esta primeira parte do número, imaginem-na com o sabor daqueles filmes italianos dos anos 50 com De Sica e a Lollobrigida, tipo Pão, Amor e...; OS personagens são todos muito caracterizados, as falas são sempre muito "verazes". A única coisa que poderia estar ligeiramente fora de lugar é a tensão sexual, que também é típica de outro gênero daqueles anos, o Noir. Claro, ninguém esperará que chegaremos a misturar tudo isso também com o horror mais extremo!
Maria é uma femme fatale, e toda vez que ela está em cena, deve emergir seu lado provocante. A tensão sexual se carregará até explodir na página 20, mas isso descrevemos mais adiante.
Nota introdutória de Mauro Uzzeo e Giovanni Masi ao roteiro de: "Os Heróis não Choram".
Senhores (vamos ser formais, o momento exige), que satisfação constatar o alto nível dos leitores do "Empório"! Críticas bem embasadas e fundamentadas! Nenhuma contestação ao que foi exposto, apenas dizer que a "carta" não foi traduzida porque optamos por não traduzir a documentação (roteiros, cartas, etc) que fazem parte dos textos complementares! Muito obrigado ao Jovita por compartilhar a sua tradução! Deixo aqui nosso convite a ele e ao amigo Anônimo (extensivo a todos os demais) para que venham colaborar conosco no Empório! Muito obrigado pessoal!
Bom dia! Muito obrigado por compartilhar estes excelentes lançamentos! Uma ótima semana a todos!
ResponderExcluirValeu SidMat! Aquele abraço!
ResponderExcluirObrigado amigos. Abraço.
ResponderExcluirBom dia, parabéns pela publicação de A Fronteira. Excelente qualidade tanto de roteiro como desenhos. Só queria colocar um porém (que não desprestigia em nada a publicação): na edição 3, página 66, a Nota Introdutória de Mauro Uzzeo e Giovanni Masi, deveria ser traduzida também, por que do meu ponto de vista (que li o texto), ele situa melhor os personagens e acontecimentos na história. Se você só ler os quadrinhos e não ler esses textos, é bem mais difícil entender o contexto da história. Mas, novamente parabéns pela publicação e também pelo trabalho de diagramação e também dos textos finais. Sucesso sempre, e espero que essa minha observação só melhore a qualidade que tem pontuado as publicações do EB.
ResponderExcluirPessoal, concordo plenamente com o Anônimo acima.
ExcluirEu fiz uma "transleixam" , kkkk, da página 66 e achei bem interessante. Se quiserem usar fiquem à vontade.
Vou postar como um comentário "anônimo".
ass: Jovita Campos (não tenho conta gmail, por isso anônimo)
Pagina 66
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Caro Carlo,
após o grande golpe de cena no final do último número (Antoine descobrindo OS esqueletos na caverna), os leitores vão se precipitar sobre isto, convencidos de encontrar imediatamente a solução para o mistério levantado. Em vez disso, deslocamos a narrativa para outro lugar.
Tudo acontece sempre no vilarejo onde se passa A Fronteira, mas estamos em 1918. A Primeira Guerra Mundial acabou há pouco e, embora os Alpes franceses não tenham sido um verdadeiro cenário de guerra, muitos alpinos também vinham daquelas partes. Um grupo de soldados está justamente passando pelo vilarejo para voltar para casa mais abaixo, no vale. São quatro soldados rasos, rapazes de origem humilde que se viram obrigados amadurecer rápido demais: ENRICO, 23 anos, líder natural do grupinho, carismático, e dono daquela beleza que agradava às mães e às filhas nas comédias italianas dos anos 50; BERTO, 18 anos, o maior e mais silencioso, tem uma cicatriz feia que atravessa seu rosto; CAMILLO, perto dos 20, menor em estatura, sempre bravo com 0 mundo; AGOSTINO, 26, maneta do braço esquerdo, sempre sorri com a boca, nunca com os olhos. É o único entre eles que ostenta medalhas no peito, mas certamente são roubadas. Ou, pior ainda, falsas. Ao redor deles logo se reúne toda a gente do vilarejo e, entre eles, se destaca MARIA, 22 anos, que é a coprotagonista deste número. É uma moça do vilarejo realmente, realmente linda. Uma Sofia Loren, para entender, ou uma Monica Bellucci da época. Cabelos longos e pretos, muito linda, seios que mal são contidos pelo vestido. Maria voltou há pouco ao vilarejo depois de ter trabalhado como empregada doméstica para uma família rica de Turim. A moça foi mandada embora depois que se descobriu que ela tinha tido um caso com o filho da patroa. Não foi muito esperta em deixar que descobrissem, também porque a culpa recaiu toda sobre ela, que foi rotulada de pouca-vergonha e por isso teve que voltar a viver no vilarejo. Mas a vida de camponesa nas montanhas lhe fica realmente, realmente apertada, como veremos no decorrer da nossa história.
Último personagem importantíssimo, AURELIO. Na Bíblia Gráfica tem o design dele idoso, aqui em vez disso ele éum garotinho de cerca de 7 anos, mas já carrega em si as terríveis deformações que 0 caracterizarão cada vez mais. Anda apoiando-se em uma muleta de madeira construída pelo pai e tem uma venda cobrindo o olho ferido. NÃO diremos que se trata de Aurelio, porém, até a página 40, para que o leitor tenha esse pequeno golpe de cena.
Uma última nota importante. Tanto pela direção, quanto pelas situações, esta primeira parte do número, imaginem-na com o sabor daqueles filmes italianos dos anos 50 com De Sica e a Lollobrigida, tipo Pão, Amor e...; OS personagens são todos muito caracterizados, as falas são sempre muito "verazes". A única coisa que poderia estar ligeiramente fora de lugar é a tensão sexual, que também é típica de outro gênero daqueles anos, o Noir. Claro, ninguém esperará que chegaremos a misturar tudo isso também com o horror mais extremo!
Maria é uma femme fatale, e toda vez que ela está em cena, deve emergir seu lado provocante. A tensão sexual se carregará até explodir na página 20, mas isso descrevemos mais adiante.
Nota introdutória de Mauro Uzzeo e Giovanni Masi ao roteiro de: "Os Heróis não Choram".
Senhores (vamos ser formais, o momento exige), que satisfação constatar o alto nível dos leitores do "Empório"! Críticas bem embasadas e fundamentadas! Nenhuma contestação ao que foi exposto, apenas dizer que a "carta" não foi traduzida porque optamos por não traduzir a documentação (roteiros, cartas, etc) que fazem parte dos textos complementares! Muito obrigado ao Jovita por compartilhar a sua tradução! Deixo aqui nosso convite a ele e ao amigo Anônimo (extensivo a todos os demais) para que venham colaborar conosco no Empório! Muito obrigado pessoal!
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